Mammoth Mountain

Planejando nossa viagem aos Estados Unidos, recebi uma proposta do meu marido:
Decidir tudo sozinha ‘Cidade/Hotel/Restaurante/Passeios’ sem qualquer intromissão, desde que eu incluísse no roteiro alguns dias numa estação de ski.
Não que eu não goste de esportes radicais, pelo contrário, já fui praticante e apaixonada por rapel e obviamente adoraria esquiar , mas a descoberta de micro fraturas no fêmur me afastaram da possibilidade de tomar vários e bons tombos gelados.

Recomendada por ser uma das melhores montanhas de esqui alpino no mundo e pela grande quantidade de neve que recebe, Mammoth Mountain é o maior resort de esqui da Califórnia. A cidade pequenina ao pé da montanha é aconchegante, cheia de charme , pinheiros e gente bonita. Teleféricos junto aos Centros de Lazer te levam a todo momento ao topo da montanha. Os bares no horário do almoço, colados às rampas propositadamente, esquentam e amortecem as quedas dos iniciantes… claro, desde que bebam cerveja.

A proposta que nem precisava ter sido feita mas que também não foi cumprida, valeu a pena em todos os sentidos.

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Casapueblo e a Cerimônia ao Sol

Casapueblo era a única visita turística que eu fazia questão em toda a viagem ao Uruguai. Uma mistura de Gaudí com Dalí, o lugar parecia fenomenal ainda de fora. Localizada numa península de arrancar vários suspiros, um atrás do outro, Punta Ballena era o cenário de fundo. Confesso ter ficado bastante nervosa ao deparar com essa mistura de museu, hotel e galeria de arte.

Havia chovido o dia todo e era nossa última noite em Punta del Este. Eram 19:05 e surgia um pequeno esboço de que as nuvens talvez fossem embora  e a famosa Cerimônia ao Sol , que acontece diariamente naquele lugar, logo seria presenciada por nós. Era agora ou nunca.

Entre labirintos, obras de arte, um bar, as vistas do mar, uma piscina e a música de Caetano Veloso, lá estavamos nós. A nuvem gigante que ía de ponta a ponta no céu,  tampava o sol que todos esperavam. Enquanto isso, a galeria repleta de obras, quadros, gravuras, colagens e cerâmicas mostrava um pouquinho quem era esse uruguaio Carlos Páez Vilaró.

Por um momento, todos os visitantes se moveram para as varandas e para o bar, o silêncio encheu nossos ouvidos. A vista era magnífica, o vento e os pássaros voando ao nosso redor. O espetáculo começava. Ele o Sol, iluminando tudo com sua luz laranja cheia de beleza. Decidi esquecer dos registros fotográficos e curtir apenas aquele momento.

O vento trazendo o cheiro de maresia acompanhado da enlouquecedora dança das sombras que a arquitetura rica em traços e detalhes proporcionava. Eu estava em êxtase. A última vez que estive em um lugar tão fotogênico e tocante, tinha sido há muitos e muitos anos atrás, Santorini.

A luz se movimentava tão rápido quanto o Sol que ia descendo no horizonte, ela mudava todo o cenário a cada minuto que passava. Onde era sombra antes, já não era mais. As cores do céu, do mar e de todo o restante também mudava.

“É uma conversa com o sol, meu amigo mais antigo”, explica Vilaró. O companheiro de anos, segundo ele, é o astro com o qual, não importa em que parte do mundo estivesse em suas viagens, sempre encontrava. “Te encontrei no Taiti e na África, estou te olhando e vejo que não mudou”, diz a narração do artista gravada em fita e filme.

Era um momento mágico, ninguém respirava, não havia um único barulho, além da voz de Vilaró. “Trabalhadores, estivadores , pescadores esperam por você em outras regiões onde a noite desaparecer com sua chegada…Obrigado Sol, por provocar me uma lágrima, pensando que iluminaste também a vida dos nossos avós , nossos pais e todos os entes queridos que não estão mais conosco … Amanhã te espero novamente.”

E assim , enquanto terminavam as palavras gravadas, um sentimento nostálgico nós fez ficar ali, parados  em silêncio durante alguns minutos, olhando o Sol e o Mar.

Foi lindo!

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bola de fogo

Era um dia de muito sol e calor intenso, de meter medo em qualquer criatura viva.

Já se percebia desde cedo, que seria impossível sair de casa sem uma boa camada de protetor solar, chapéu, óculos escuro, viseira, guarda-sol e tudo mais que pudesse nos proteger.

Decidi nem levar o “kit fotográfico”, pois arrastar o corpo pela areia escaldante até o mar, já seria um ENORME sacrifício.

Adoro praia (deserta), adoro o mar, as ondas, a brisa refrescante, o cheiro de maresia e todo o clima que envolve estar na praia. Normalmente esse encantamento dura no máximo 2 à 3 horas. Quando a areia gruda no corpo é hora de continuar o passeio em outro lugar. Talvez até, voltar pra casa e desfrutar a piscina, bebidas geladinhas, um banho de água doce … sombra, muita sombra.

Recolhidos em casa, assim que o calor baixou voltamos à praia para um mergulho no fim de tarde e maravilhados com um dia diferente e intrigante, ficamos cerca de 40 minutos sentados, quase imóveis. Olhando o céu, as nuvens, o mar … Tudo parecia estar em camera lenta. Grupos de pessoas reunidos na areia, banhistas e casais dentro da água, mergulhados até o pescoço. Tudo era lento, quase parado.

O mar era calmo, sem onda, ahhh que delícia, boiar!! Estranha sensação, água salgada “quente”!

Sem vento, nehuma brisa, só o silêncio do sol feito bola de fogo se pondo.

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chewbacca

Se na década de 80, você já tinha pelo menos uns 10 anos de idade, deve se lembrar perfeitamente de Star Wars, um dos melhores e mais assistidos filmes de ficção científica de todos os tempos.

O filme tem como cenário uma galáxia fictícia qualquer, onde Cavaleiros Jedi lutam contra um tal de Darth Vader,  que me fazia morrer de medo cada vez que expirava o ar por entre aquela máscara preta.
Lembram das espadas laser que faziam um  engraçado barulho de interferência?! (risos)

E o lindo capitão Hans Solo e seu peludo co-piloto, o Chewbacca ?

Tenho certeza que se o George Lucas, o diretor do filme, visse o Johnny, cachorro da minha sogra ficaria apavorado!

confissão

Sou obrigada a confessar que para fazer um blog é necessário um tantinho de coragem.

Sim, coragem ! Você se expõe quando decide não ser um anônimo. Expõe sua vida, seus amigos, sua família, seus sentimentos, seus medos e desejos . (Inclusive, seria ótimo se todos os blogs que vemos por aí, fossem de pessoas reais que colocam a cara a tapa, sendo sinceras e verdadeiras.).

Tenho pensado no blog como uma forma de compartilhar minhas fotografias, que quase sempre ficam amordaçadas dentro no meu notebook, pois eu acabo postando no flickr ou no facebook apenas um décimo do que eu realmente fotografo. Além disso, será delicioso compartilhar meus pensamentos e sentimentos, já que estou morando numa cidade estranha e levando uma vida diferente da que sempre levei. Não tenho amigos, não tenho chefe, não tenho parentes por perto, meu filho mais velho já não mora mais comigo, tenho uma família linda, uma casa maravilhosa, dois cachorros e tempo, muito tempo !

Como uma boa pisciana , sou tímida e insegura … ( quem me conhece deve jurar que essa não é a mais pura das verdades), isso faz com que eu desista, canse, enjoe de qualquer coisa que possa me colocar em risco. Portanto tudo que acontecer aqui no blog será um grande exercício pra mim.

Começando pela “arte “que é fazer um post. São horas escolhendo e editando as fotos, organizando a sequencia, inserindo uma a uma nesse tal de WordPress ( como não sou Pro, não posso recorrer a nenhum plugin), horas pensando “o que dizer e pra quem? … Daí, você quer inserir um link, não funciona… posta publicamente o que queria postar privado … insere as fotos e as salva em formatos diferentes … fala, fala, fala e ninguém responde!

Sobre as fotos:  São do Carvanal de 2010 em Barra do Una.

Foram tiradas entre às 5:43 e 06:12, o sol ainda nem tinha nascido.

orquidário

Uma das milhões de coisas que eu adoraria construir aqui em casa seria um mini orquidário.

Já iniciei algumas vezes uma pequena coleção de orquídeas e por um motivo ou outro não deu certo.

Algumas vezes eu deixei a planta morrer, inacreditável não é?! Uma planta tão rústica…

Outras, eu dei minhas orquídeas depois que a flôr se foi…

Por ter tempo e espaço de sobra, venho pensando em cultivar, plantar, sei lá… fazer um canto, canteiro…. jardim vertical, não sei ao certo … flôres, orquídeas …  quem sabe samambaias…

Mas se assim como eu, você está em fase de pesquisa, veja este super detalhado projeto.

Se você é tímido como eu, vai adorar hospedar-se no Ponta dos Ganchos Resort.

Privacidade e exclusividade é a palavra chave na sua estadia.

Não há muito o que fazer, além de passear de mãos dadas, olhar o mar e curtir a natureza.

Caminhando pelo Resort, você vê deliciosas espreguiçadeiras esparramadas em lindos decks de madeira, posicionados estrategicamente. Lógico que a culpa não é sua, caso você passe a tarde toda relaxada, bebericando um vinho branco ou uma champagne geladinha, enquanto espera o sol se por !

Okay, você não bebe nada NUNCA …. então que tal se deliciar com uma sobremesa refrescante?!

A praia é bem pequena, são apenas uns 15 metros de areia com algumas espreguiçadeiras jogadas na frente do Restaurante. Pra falar a verdade, a última coisa que dá vontade é ir á praia…

Tem ainda essa pontezinha charmosa, que nos  leva a pequena ilha, onde os jantares a dois são iluminados pelo luar e tochas e velas, num clima mágico e super romântico.

Um lugar para se esconder, desaparecer ou redescobrir …

ponta dos ganchos exclusive

Surgiu a oportunidade e achamos que uma mini Lua de Mel não faria mal nenhum ao casal.

Morando a pouco mais de um ano em Joinville, nunca tínhamos ouvido falar em Governador Celso Ramos, um pequeno município um tanto quanto exótico, onde pastos, costas rochosas, fazendas de ostras e a vegetação nativa se mostram a 45 km de Florianópolis. É verdade, o nome não é nada sensual, mas posso garantir que se esse vilarejo se chama-se Ponta dos Ganchos por exemplo, como o Exclusive Resort que nos hospedou, com certeza já faria parte de muitos roteiros de viagem.

São 23 praias perdidas na costa.



dunas

As opções de lazer em Joinville são poucas e como temos um surfista em casa, ir a praia acaba sendo “o programa” nos fins de semana com sol. Um dos lugares mais bonitos que costumamos ir e que acaba sendo um refugio é a Praia Grande em São Francisco do Sul. São 25 quilometros de mar aberto, dunas e estradas de terra a beira mar.

O vento forte e refrescante , torna o passeio suportável no verão, onde muitas vezes faz 35 graus.

A praia deserta, as dunas, a vegetação rasteira e as corujas, tudo isso ainda parece exótico ao olhos de uma paulista acostumada ao Litoral Norte.